Canelite, a inimiga número um do corredor.

Tíbia CaneliteSalve, salve, amigos corredores!

Essa semana tenho que compartilhar uma pequena frustração: Tive que diminuir meu ritmo de forma radical, devido a uma canelite. Já havia sentido essa dorzinha chata antes mas como não tinha um treino visando aumento de km e velocidade para praticar com fervor, continuei correndo, mas de forma mais relaxada. A dor foi sumindo e eu nunca mais tive canelite.

Até essa semana…..

Começou na verdade no domingo retrasado, bem de leve. Eu ignorei. Na segunda tinha um treino de intervalado para fazer no ritmo mais forte que eu conseguisse. Foi aí que a porca começou a torcer o rabo. As 4x200m em ritmo de 4’23”/km foram feitas dentro do esperado. A dor foi aumentando ao longo dos treinos daquela semana e nesta semana só consegui fazer o treino pela metade. Avisei o Coach que pediu para colocar gelo durante 40 minutos por 2 ou 3 dias e só fazer um regenerativo de 5 km neste final de semana.

Mas afinal, o que é a canelite?

De acordo com o Dr. Cristiano Frota de Souza Laurino, médico ortopedista do Clube de Atletismo da Bovespa,

A canelite, considerada uma lesão por sobrecarga no esporte, é o nome popular da Síndrome do Estresse Tibial Medial (SETM), primeiramente descrita como uma dor induzida pelo exercício e localizada especificamente na margem posterior e interna (medial) da tíbia. Outras denominações são encontradas na literatura, tais como a “dor na perna induzida pelo exercício” e “tibialgia”.

Qual a causa? Como surge?

Ainda de acordo com o Dr Cristiano,

Os fatores predisponentes ao aparecimento das canelites ainda são amplamente discutidos, como a pronação excessiva, as atividades de impacto repetitivo, o aumento súbito na frequência, intensidade e duração da atividade esportiva, o treinamento em superfícies rígidas, algumas técnicas de treinamento, calçados inadequados, os desequilíbrios musculares, as deficiências de flexibilidade, os índices de massa corporal elevados, as lesões pregressas e as anormalidades biomecânicas.

Além de gelo e repouso, há alguma outra ação que se deve tomar para dar fim nessa chatice que atrapalha a evolução dos meus treinos?

Verificar a condição do calçado é importante, pois um calcado desgastado não absorve o impacto de forma adequada;
Fortalecer a musculatura da região com exercícios específicos também ajuda a tratar e prevenir o surgimento (ou ressurgimento) do problema;
Não aumentar volume ou intensidade do treino de forma abrupta; (e aqui vale o lembrete: só quem pode te ajudar a ajustar a intensidade e volume de acordo com o seu objetivo sem sobrecarregar o organismo é um profissional habilitado em educação física!)
Verificar o tipo de pisada para ajustar o passo e evitar sobrecarga de alguns músculos que podem ser lesados e contribuir com a dor;
Mude o terreno onde treina: sempre que puder, é melhor treinar em grama, areia ou superfície sintética que absorva o impacto. Poupe um pouco suas articulações desta maneira também!

E se a dor voltar?
A reincidência da canelite está ligada a alguns movimentos do corpo durante a corrida. Aí, a busca por um ortopedista especializado é o caminho a seguir para descobrir onde está o ponto de tensão do corpo e corrigi-lo para poder voltar aos trotes sem medo de ser feliz!

Nesse final de semana ainda tenho o regenerativo. Estou com uma bolsa de gelo em cada tíbia enquanto escrevo. Ontem também coloquei. Vamos ver se essa dor desaparece de vez!

Se você teve canelite de baixa, média ou alta intensidade, deixe seu comentário ali embaixo contanto como foi que aconteceu e se ficou curado (ou curada) de vez!

Nos vemos semana que vem!

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