Prevenir é sempre melhor que remediar!

Olá corredor e corredora!

Hoje eu quero contar uma estória para você.

Sobre como prevenir é sempre melhor que remediar.

Mas antes de contar essa estória, vou me apresentar à você, porque, vai que essa é a primeira vez que você está vindo aqui, né! 😉

Oi, meu nome é Patrícia, sou mãe, esposa, dona de restaurante e corredora. Não necessariamente nesta ordem. Eu comecei correr para parar de fumar, isso já faz muito, muito tempo. E ao longo do caminho, eu me apaixonei pela corrida e sempre que posso, coloco meus tênis e vou correr! Mas nem sempre foi assim.

Desde que comecei a arriscar meus primeiros trotes, em 2005, até mais ou menos final de 2013, eu conseguia me dedicar a corrida, porque tinha uma rotina menos atribulada, apesar de ter uma filha pequena e uma casa a gerenciar. As corridas que participei nesta época eram de 5 km (minha distância favorita) que eu fazia com pace de até 04’41”/km (meu melhor tempo foi 23’29” na corrida da BRF em Itajaí, em 2012).

No início de 2014, tudo mudou. Decidimos empreender (o marido e eu) e montamos um restaurante. Bem, minha rotina virou do avesso e, se eu consegui correr algumas poucas vezes de lá pra cá, foi muito. Eu me sentia culpada por não me empenhar 110% em nosso negócio e, para compensar a culpa, eu extraía o tempo do meu “lazer”, do meu “hobby” – a corrida – para ter mais tempo para desenvolver o restaurante.

Desde 2014 eu não praticava nada de corrida, mas, finalmente, no finalzinho de 2016, eu me reagrupei, as coisas começaram a se encaixar no nosso business e eu senti que ali poderia ser o ponto de retomada da minha antiga paixão, a corrida.

E é aqui que entra o “melhor prevenir que remediar” do título deste post.

Como eu já passei dos 40 anos, segui a boa e velha recomendação de consultar um médico antes de iniciar atividade física. Achei por bem realizar alguns exames para ver se estava tudo ok com o esqueleto e o resto da fisiologia.

Minha alimentação é o mais natural possível, comida de verdade mesmo, baseada em vegetais, com pouquissímos bichinhos – como muito peixe porque meu restaurante é japonês! – e não tenho aqueles desejos loucos por doces e chocolates. Meus exames de sangue vieram super ótimos, para dizer o mínimo.

Agendei ortopedista, e, como eu não tinha nenhuma queixa específica de dor, ele pediu raio-x de todas as articulações. Foi aqui que a coisa ficou feia…..

coluna cervical com redução no espaço discal, uncoartrose, osteofitos marginais posteriores e leve retrolistese.

Meu raio-x da cervical

Apresento: minha coluna cervical.

Para resumir uma longa estória, da cintura para baixo estava tudo ok com as estruturas ósseas. Coluna lombar, articulação coxo-femural dos dois lados, os joelhos e tornozelos. Tudo ótimo. Ganhei parabéns do doutor!

Da cintura para cima, um horror. Retificação da lordose cervical (eu não tinha mais a curvinha do pescoço), redução no espaço discal entre 2 conjuntos de vértebras (estava perdendo o “amortecedor” que fica entre as vértebras), osteofitos marginais (o famoso bico-de-papagaio) e retrolistese (quando uma vértebra “escorrega” para trás ou para frente e sai do seu lugar).

Quando o médico viu esse raio-x aí em cima, de cara ele falou: “a senhora deve sentir muita dor e muito incômodo!”

Confesso que não entendi bem a razão, até que ele começou a explicar: como um paciente com  todos os problemas encontrados ali pode sentir tontura constante, dormência nas mãos, fraqueza nos braços, dores constantes no pescoço e outros sintomas que não lembro agora.

Foi aí que eu tive um “clique”: eu não tinha queixa de nenhum desses sintomas porque eu me considero um “tanque de guerra” no quesito dor e desconforto. Na minha cabeça, eu sempre penso que “vai passar”! E não dou muita atenção àquilo, até uma hora que a coisa se torne insuportável. Na realidade eu tinha esses sintomas, não dava importância e ainda os atribuía a outros fatores!

A tontura que eu sentia, eu imaginava que fosse “velheira”.

A sensação de fraqueza nos braços eu pensava que era por carregar coisas pesadas e fazer muito esforço (se você teve ou tem restaurante, vai entender o que estou dizendo).

Aquela dorzinha chata e persistente do lado esquerdo do pescoço eu sempre achava que era um mau jeito, um torcicolo. Passava um spray desses tipo Gelol e continuava minha vida (com a dor ali, mas com a sensação de ter tratado a causa! Haha!)

Passado o susto de ter uma cervical tão “zoada”, o próximo passo foi seguir o tratamento recomendado: inúmeras sessões de fisioterapia e medicamentos que devolvessem o volume do disco vertebral.

Desde dezembro eu faço fisioterapia aquática e tomo colágeno tipo II patenteado, com um mix de sulfato de condroitina e sulfato de glucosamina. Logo nas primeiras sessões de fisioterapia, já senti que a dormência nas mãos melhoraram. Depois de um tempinho, não tinha mais vertigem, nem tonturas. (Obrigada Mayane!).

Hoje eu continuo fazendo sessão de fisio uma vez na semana, para manter a cervical no lugar e de bônus eu ainda ganho uma corrida melhor. Eu consigo me manter em uma posição bem ereta durante toda a corrida, movimentando os braços corretamente e sem cansar muito. Além disso, sinto que o impacto dos pés no chão está menor, minha corrida está mais “silenciosa”, talvez porque todo o meu corpo tenha sido ajustado e está se mantendo na posição correta. Antes eu era beeeem corcundinha, meus ombros estavam sempre jogados para frente e eu tinha uma certa dificuldade em manter o pescoço ereto o tempo todo.

O tratamento com o colágeno e condoitina + glucosamina é longo, um ano tomando, mas percebi melhoras colaterais como mais volume no cabelo e a pele mais hidratada e resistente ao sol. Algumas ruguinhas mais rasas sumiram e eu sinto o olho mais hidratado, mesmo quando fico muito tempo em frente ao computador.

A razão para ter acontecido isso com a minha cervical? Sinceramente, não há resposta. Perguntei ao médico se poderiam ter sido os 10 anos em que trabalhei em escritório, na frente do computador, se poderia ser porque eu carregava mochila pesada para ir a escola (quem foi criança na década de 80 sabe o quanto pesavam nossas mochilas!), se foi porque trabalhava em pé por uma média de 12 horas por dia quando morei no Japão, etc, etc. ele apenas me disse: “Patrícia, podem ser todas essas razões ou pode ser nenhuma delas. Escolha uma, se você acha importante ter uma causa. Mas o que eu quero mesmo, é que você se atenha ao tratamento.”

Ah, doutor, bem no alvo!

Resumo da ópera? SEMPRE CONSULTE UM MÉDICO ANTES DE INICIAR SUAS ATIVIDADES FÍSICAS!

 

Beijo grande e boas corridas!

Patty

 

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