Tem tênis que a gente ama tanto que não consegue aposentar. Ele já foi a três provas, já viu chuva, lama e lágrima, e mesmo assim continua no pé. Eu sei. Eu também faço isso. Mas saber quando trocar o tênis de corrida faz diferença de verdade para o joelho.
Mas tênis gasto é um dos suspeitos de sempre quando aparece dor nova, inclusive a temida canelite. Então vamos falar sério sobre a hora de dizer adeus.
A regra da quilometragem
A referência mais usada é trocar entre 500 e 800 km. Corredoras mais leves, que treinam em superfícies macias, podem chegar mais longe; quem é mais pesada ou corre muito no asfalto tende a gastar mais rápido. Os aplicativos de corrida e relógios GPS permitem cadastrar o tênis e contam os quilômetros para você.
Sinais de que chegou a hora
- Sola gasta, principalmente no calcanhar ou na ponta, a ponto de aparecer a espuma por baixo da borracha.
- Espuma “morta”: rugas profundas na lateral da entressola e sensação de que o tênis ficou duro e baixo.
- Dores novas no joelho, canela ou pé, sem você ter mudado o treino.
- Tênis torto quando você coloca numa mesa e olha de trás.
- Cabedal rasgado ou calcanhar que não segura mais o pé.
Dicas para o tênis durar mais
- Use o tênis de corrida só para correr, não para o dia a dia;
- Tenha dois pares e alterne: a espuma se recupera melhor entre os treinos;
- Seque à sombra, nunca no sol ou na secadora;
- Desamarre ao tirar, em vez de arrancar com o outro pé.
E o tênis aposentado?
Ele pode virar tênis de caminhada, de academia, de jardinagem. Ou pode ser doado: muitos projetos sociais recebem calçados em bom estado. Só não volte a correr com ele “só hoje”.
Quantos quilômetros tem o seu tênis atual? Seja sincera nos comentários.
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