Confissão: eu corri muitos anos sem nenhum acompanhamento. Usava planilha de revista, lia sobre fisiologia por conta própria e cheguei a usar as planilhas da minha irmã — que treinava para meias e maratonas, enquanto eu corria 5 e 10 km. Não tinha nada a ver com o meu objetivo nem com o meu corpo.

Eu poderia estar muito melhor hoje se tivesse feito uma única coisa desde o começo: treinar com uma boa assessoria de corrida.

O que uma boa assessoria faz

  • Conhecimento técnico de verdade sobre fisiologia, biomecânica, periodização e nutrição — de preferência com profissionais de educação física registrados no CREF.
  • Acompanhamento próximo: ajusta a planilha conforme o calendário de provas, segura quando você está com dor, aperta quando você está fazendo corpo mole.
  • Flexibilidade: muda o treino no meio do ciclo se for preciso, em vez de seguir a planilha cegamente.
  • Comunidade: o grupo se incentiva, combina treinos, troca dicas. Isso segura muita gente nas fases difíceis.

O que você ganha

  • Tempos melhores;
  • Menos lesões;
  • Mais longevidade na corrida;
  • Mais foco e entusiasmo;
  • E muito mais diversão.

Depois dos 50, preste atenção em mais isso

  • A assessoria entende de envelhecimento e menopausa? Recuperação, perda de massa muscular, saúde óssea e sono mudam o jeito de treinar.
  • Tem fortalecimento na planilha? Só correr não basta.
  • Pede avaliação médica antes de começar? Bom sinal.
  • Respeita suas limitações (no meu caso, a condromalácia) sem te tratar como café com leite?

Sinais de alerta

  • Planilha igual para todo mundo, sem perguntar seu histórico;
  • Ninguém pergunta como foi o treino;
  • Promessas de resultado rápido;
  • Pressão para comprar suplemento ou produto.

Assessoria boa é investimento na longevidade da carcaça. E você, treina com assessoria ou é time “eu mesma me treino”? Conta nos comentários.


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